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Dra. Andrea Cysneiro Garcia

Quando pensamos em Doença de Parkinson logo pensamos numa pessoa, geralmente idosa, que tem tremores, dificuldade de locomoção (lentificação dos movimentos), dificuldade da fala(fala baixa e lenta)falta de equilíbrio e dificuldade de escrita.

Mas o que é realmente a Doença de Parkinson?

A Doença de Parkinson é uma Doença neurológica degenerativa(que se agrava com a idade) causando tremores em repouso , lentidão dos movimentos e perda da coordenação motora, entre outros sintomas.

 

Doença de Parkinson
Doença de Parkinson

Sobre a Dra Andrea:

A Dra. Andrea trata Doença de Parkinson possuindo muitos pacientes em tratamento no seu consultório.

Possui 24 anos de experiência com o tratamento dessa Doença. Desde sua Residência Médica em Neurologia no Hospital Pedro Ernesto da UERJ a Dra. Andrea fazia semanalmente um ambulatório dedicado somente a casos de Distúrbios do Movimento, sendo a Doença de Parkinson a Doença mais comum.

Formada em Medicina em 1996 pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Residência Médica em Neurologia concluída em 2000 pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

 Opniões sobre a Dra Andrea:

A Doença de Parkinson é duas vezes mais comum em homens do que em mulheres.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem aproximadamente 4 milhões de pessoas no mundo com a Doença de Parkinson.

Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, o número pode dobrar até 2040.

Atualmente no Brasil, a expectativa de vida é 75,5 anos segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa é de que 200 mil pessoas vivam com a enfermidade. 

A Doença de Parkinson é a segunda maior doença neurodegenerativa, só perdendo para a Doença de Alzheimer. 

A Doença de Parkinson ocorre por causa da degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra.

As células da substância negra produzem a dopamina(um neurotransmissor), que conduz as correntes nervosas corpo.

A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos provocando os sintomas acima descritos.

 

 

Principais Sintomas da Doença de Parkinson:

  1. Tremores: Tremedeira, especialmente nas mãos e braços, mesmo em repouso.
  2. Rigidez Muscular: Dificuldade para se mover devido aos músculos rígidos.
  3. Bradicinesia: Movimentos lentos e dificuldade em iniciar movimentos.
  4. Instabilidade Postural: Problemas de equilíbrio e coordenação, levando a um maior risco de quedas.
  5. Postura Encurvada: Corpo inclinado para frente, com dificuldade para manter-se ereto.

Sintomas Secundários da Doença de Parkinson

  1. Dificuldade para Falar: Voz baixa, arrastada ou monótona.
  2. Problemas de Escrita: Letra pequena e difícil de ler (micrografia).
  3. Máscara Facial: Redução das expressões faciais, parecendo sempre sério ou inexpressivo.
  4. Distúrbios do Sono: Problemas como insônia, sonolência diurna excessiva, ou movimentos involuntários durante o sono.
  5. Problemas de Deglutição: Dificuldade para engolir, podendo levar a engasgos ou aspiração.
  6. Constipação: Dificuldade para evacuar.
Paciente anda com dificuldade , sem levantar a perna "andar andar  imantado"
Paciente anda com dificuldade , sem levantar a perna “andar andar imantado”
neurologista

Em seu consultório a Dra. Andrea trata o paciente com Parkinson e outros distúrbios do Movimento de forma individualizada.

A Dra. Andrea desenvolveu um programa de acompanhamento que torna o seu contato com o paciente muito mais próximo e esclarece dúvidas, e apresenta novidades ao paciente sobre sua Doença.

Seu “namoro” com a Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento começou durante sua Residência Médica em Neurologia quando já fazia ambulatório especializado em Distúrbios de Movimento.

Doença de Parkinson Juvenil

  • Definição: A Doença de Parkinson Juvenil é uma forma rara da doença, diagnosticada em pessoas com menos de 50 anos, sendo ainda mais incomum em indivíduos com menos de 20 anos.
  • Causas: Geralmente associada a mutações genéticas específicas que aumentam o risco de desenvolvimento da doença em idades mais jovens.
  • Sintomas: Incluem tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e problemas de equilíbrio, semelhantes à forma clássica da doença, mas podem progredir de maneira diferente.
  • Tratamento: Envolve uma combinação de medicamentos, terapias físicas e ocupacionais, e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas. O tratamento é personalizado para atender às necessidades específicas dos pacientes jovens.

Michael J. Fox: Um Exemplo Inspirador

  • Diagnóstico: O ator Michael J. Fox foi diagnosticado com Doença de Parkinson Juvenil em 1991, aos 29 anos.
  • Carreira: Apesar do diagnóstico, ele continuou a trabalhar ativamente como ator, conhecido por seus papéis em “De Volta para o Futuro” e na série “Spin City”.
  • Advocacia: Em 2000, fundou a Michael J. Fox Foundation for Parkinson’s Research, que se tornou a maior entidade sem fins lucrativos do mundo dedicada ao desenvolvimento de tratamentos para Parkinson.
  • Impacto: Michael J. Fox trouxe enorme visibilidade à Doença de Parkinson Juvenil, aumentando a conscientização pública e financiando pesquisas importantes para encontrar uma cura.

Michael J. Fox é um exemplo inspirador de como enfrentar a Doença de Parkinson Juvenil com coragem e determinação, contribuindo significativamente para a pesquisa e conscientização sobre a doença.

Causas da Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa crônica e progressiva que afeta principalmente o sistema motor do corpo. Embora a causa exata da doença de Parkinson não seja completamente compreendida, acredita-se que uma combinação de fatores genéticos e ambientais contribua para o seu desenvolvimento. Abaixo estão as principais causas e fatores de risco associados à doença de Parkinson:

Fatores Genéticos

  1. Mutação Genética:
    • Certas mutações genéticas foram identificadas como responsáveis por casos hereditários da doença de Parkinson.
    • Casos familiares são raros, representando cerca de 10-15% de todos os casos de Parkinson.
  2. Histórico Familiar:
    • Ter um parente de primeiro grau com a doença de Parkinson pode aumentar o risco de desenvolver a doença, sugerindo um componente genético.
Uso de determinados agrotóxicos pode causar Doença de Parkinson em trabalhadores rurais.

Fatores Ambientais

  1. Exposição a Toxinas:
    • Exposição a certos pesticidas, herbicidas e metais pesados (como manganês) tem sido associada a um aumento do risco de desenvolver a doença de Parkinson.
    • A exposição a solventes industriais, como tricloroetileno (TCE), também pode ser um fator de risco.
  2. Fatores Ocupacionais:
    • Certas ocupações que envolvem exposição a substâncias tóxicas podem aumentar o risco de Parkinson.

Fatores de Risco Biológicos

  1. Idade:
    • O risco de desenvolver a doença de Parkinson aumenta com a idade. A maioria dos casos ocorre em pessoas com mais de 60 anos.
  2. Sexo:
    • Homens são ligeiramente mais propensos a desenvolver a doença de Parkinson do que mulheres.
  3. Inflamação e Estresse Oxidativo:
    • A inflamação crônica e o estresse oxidativo no cérebro podem contribuir para a degeneração dos neurônios dopaminérgicos.

Outros Fatores de Risco

O maior boxeador de todos os tempos Muhammad Ali era portador de Doença de Parkinson. Acredita-se que por mecanismo de Múltiplos traumas cerebrais.
  1. Traumatismo Craniano:
    • Lesões graves na cabeça têm sido associadas a um risco aumentado de doença de Parkinson.
  2. Histórico de Doenças Neurológicas:
    • Algumas doenças neurológicas anteriores podem aumentar o risco.

Mecanismos de Patogênese

  1. Degeneração dos Neurônios Dopaminérgicos:
    • A doença de Parkinson é caracterizada pela perda progressiva de neurônios dopaminérgicos na substância negra do cérebro, levando a uma diminuição dos níveis de dopamina, um neurotransmissor essencial para o controle motor.
  2. Acúmulo de Proteínas Anormais:
    • A formação de corpos de Lewy, que são agregados anormais da proteína alfa-sinucleína, é uma característica patológica da doença de Parkinson. Esses agregados podem interferir na função neuronal.

Diagnóstico: 

O diagnóstico da Doença de Parkinson é feito através do Exame Neurológico.

O diagnóstico da Doença de Parkinson é principalmente clínico, feito por um médico neurologista baseado na avaliação dos sintomas e histórico do paciente. Aqui estão os principais passos para o diagnóstico:

  1. Histórico Clínico:
    • Sintomas: O médico perguntará sobre os sintomas presentes, como tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos, e problemas de equilíbrio.
    • Histórico Familiar: Investigar se há casos de Parkinson na família.
    • Histórico Médico: Verificar outras condições médicas e uso de medicamentos que possam causar sintomas semelhantes.
  2. Exame Neurológico:
    • Avaliação dos Movimentos: O médico observará os movimentos do paciente, procurando tremores, rigidez, bradicinesia (lentidão de movimentos), e instabilidade postural.
    • Testes de Coordenação e Equilíbrio: Realização de testes para avaliar a coordenação motora e o equilíbrio.
    • Expressões Faciais e Fala: Observação das expressões faciais e da fala do paciente.
  3. Respostas aos Medicamentos:
    • Precussores da dopamina: Em alguns casos, o médico pode prescrever um precussor da dopamina para ver se há melhora nos sintomas. A resposta positiva a essa substância pode ajudar a confirmar o diagnóstico de Parkinson.
  4. Exames de Imagem (se necessário):
    • Tomografia Computadorizada (TC) ou Ressonância Magnética (RM): Podem ser realizadas para descartar outras condições neurológicas que possam causar sintomas semelhantes, como acidentes vasculares cerebrais ou tumores.
    • Cintilografia cerebral: que pode ajudar a diferenciar a Doença de Parkinson de outros distúrbios do movimento.
  5. Exclusão de Outras Condições:
    • Exames de Sangue : Para descartar outras condições que possam causar sintomas semelhantes.
    • Avaliação de Distúrbios de Movimento Secundários: Como tremor essencial ou parkinsonismo secundário (causado por medicamentos ou outras doenças).

 

Tratamento: 

Não existe cura para a doença, porém, ela pode e deve ser tratada, não apenas combatendo os sintomas, como também retardando o seu progresso.  

1-Tratamento não farmacológico:

– Fisioterapia :que busca restabelecer o equilíbrio corporal, a coordenação motora, a rigidez muscular e a locomoção do paciente.  

2-Tratamento farmacológico: 

Medicação precursora da dopamina: ela é capaz de alcançar o encéfalo e ser convertida à dopamina na região. Por isso, até hoje ainda é a principal tratamento utilizado no tratamento da Doença de Parkinson. 

Agonistas dopaminérgicos:  agem como a dopamina, podem ser úteis em qualquer estágio da doença.  

Inibidores da MAO: inibem a enzima monoamina oxidase (MAO), responsável pela destruição da dopamina, aumentando assim a concentração no corpo e no cérebro dessa substância. 

Os inibidores de catecol O-metiltransferase : diminuem a decomposição de precussores da dopamina e da dopamina, prolongando seus efeitos e, portanto, parecem ser um suplemento útil à levodopa. 

Estimulação cerebral profunda:Pessoas com movimentos involuntários ou com efeitos “on-off” (liga-desliga, ou seja o paciente trava e destrava seus movimentos) devido ao uso de medicações precussoras da dopamina por um longo período ou por não responderem a elas podem se beneficiar da estimulação cerebral profunda.

 Minúsculos eletrodos são implantados cirurgicamente na parte dos gânglios basais.

Os eletrodos enviam pequenas quantidades de eletricidade à área específica dos gânglios basais responsável pelos tremores. Ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC) é utilizada para localizar áreas específicas a serem estimuladas. 

Lembrando que esse procedimento mais invasivo, deve ser prescrito no caso dos paciente não terem respondido bem aos demais tratamentos e sempre sob a orientação de um neurologista especializado em tratamento de distúrbios de movimentos , como a Doença de Parkinson.

A atividade física é muito importante para o tratamento do Parkinson.
A atividade física é muito importante para o tratamento do Parkinson.

Parkinsonismo. O que é?

O parkinsonismo é um termo amplo usado para descrever um grupo de distúrbios neurológicos que causam sintomas semelhantes aos da doença de Parkinson. Esses sintomas são principalmente motores e incluem tremores, rigidez muscular, bradicinesia (lentidão dos movimentos) e instabilidade postural. Abaixo está uma descrição detalhada do parkinsonismo e suas possíveis causas:

Sintomas Característicos do Parkinsonismo

  1. Tremor:
    • Principalmente em repouso.
    • Mais comum nas mãos e pode começar em um lado do corpo antes de se espalhar para o outro.
  2. Rigidez Muscular:
    • Aumento do tônus muscular, resultando em resistência ao movimento passivo dos membros.
    • Pode causar dor e desconforto.
  3. Bradicinesia:
    • Lentidão nos movimentos voluntários.
    • Dificuldade em iniciar movimentos.
    • Pode afetar atividades diárias como caminhar, falar e escrever.
  4. Instabilidade Postural:
    • Dificuldade em manter o equilíbrio e a postura.
    • Aumenta o risco de quedas.

Causas do Parkinsonismo

  1. Doença de Parkinson:
    • A causa mais comum de parkinsonismo.
    • Degeneração progressiva dos neurônios dopaminérgicos na substância negra do cérebro.
  2. Parkinsonismo Secundário:
    • Medicamentos:
      • Alguns medicamentos antipsicóticos, antieméticos , medicações para labirintite (quando usados por tempo prolongado ou sem orientação médica) e outros podem causar sintomas de parkinsonismo.
    • Toxinas:
      • Exposição a toxinas como o manganês ou monóxido de carbono.
    • Infecções:
      • Encefalite e outras infecções do sistema nervoso central.
    • Lesões Cerebrais:
      • Traumatismos cranianos, acidentes vasculares cerebrais ou outras lesões que afetam áreas do cérebro responsáveis pelo controle motor.
  3. Parkinsonismo Atípico (Síndromes Parkinsonianas):
    • Atrofia de Múltiplos Sistemas (AMS):
      • Uma doença neurodegenerativa que afeta múltiplos sistemas do corpo.
      • Além dos sintomas de parkinsonismo, pode causar problemas autonômicos, como pressão arterial baixa e disfunção urinária.
    • Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP):
      • Caracterizada por problemas de equilíbrio, movimentos oculares anormais e rigidez muscular.
    • Degeneração Corticobasal (DCB):
      • Envolve perda de função nas áreas do cérebro que controlam o movimento.
      • Pode causar distonia (contrações musculares involuntárias) e apraxia (dificuldade em executar movimentos voluntários).
  4. Doenças Metabólicas e Outras Condições Neurológicas:
    • Doença de Wilson:
      • Acúmulo de cobre no corpo, afetando o fígado e o cérebro.
    • Hidrocefalia de Pressão Normal:
      • Acúmulo de líquido no cérebro, causando problemas de marcha, controle urinário e função cognitiva.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico de parkinsonismo é clínico e geralmente envolve uma avaliação cuidadosa dos sintomas e história médica, além de exames neurológicos. Testes de imagem, como a ressonância magnética (RM) ou a tomografia por emissão de pósitrons (PET), podem ser usados para excluir outras condições.

O tratamento depende da causa subjacente do parkinsonismo:

  • Doença de Parkinson: Medicamentos que aumentam os níveis de dopamina e terapias adjuntas, como agonistas da dopamina e inibidores da MAO-B.
  • Parkinsonismo Secundário: Identificação e remoção do fator causal (por exemplo, mudança de medicação).
  • Parkinsonismo Atípico: Tratamento sintomático, pois essas condições são geralmente menos responsivas aos medicamentos dopaminérgicos.
  • Terapias Adicionais: Fisioterapia, terapia ocupacional e, em alguns casos, cirurgia (como a estimulação cerebral profunda) para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O manejo do parkinsonismo é complexo e requer uma abordagem multidisciplinar para abordar os diversos aspectos da condição e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Respostas de 6

  1. Boa tarde Dr gostaria de tira uma dúvida que me incomoda muito, minha esposa foi diagnosticado como síndrome do parkinson ela caiu da própria sutura não bateu a cabeça mas quebrou o cotovelo desta data ela ficou depois de consolida sem cirurgia um tremor quando pega algo pesado acima de um kg e seus movimentos não são mas os mesmos que ela tinha como confeiteiro mas ela toma prolapa e o médico falou que e para sempre ela tem explosão muscular trabalha normalmente como dona de casa ou seja vida normal com estas restrições ditadas gostaria muito de está em umá consulta e possível marcar .

  2. rio de janeiro, 02/04/2025.
    Prezada Doutora Andreia
    boa tarde
    Tenho 86 anos , fiz implante de DBS a 10 anos com o a equipe do Dr. Paulo Niemeyer, deixei de tremer, porem estou perdendo a voz. e salivando em excesso . vi o seu artigo – adorei. Tive que fazer o DBS , porque nenhum remédio não funcionou.

    1. Boa tarde, Sr José Joaquim. Que bom que gostou do artigo. Não sei quais medicações o Sr usou , mas fez o implante de DBS com o melhor neurocirurgião do Brasil. Creio que agora sobre a questão da salivação e perda de voz ainda seja possível ajustar suas medicações com seu neurologista e fazendo fonoaudiologia

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